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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Dama das Camélias

O espetáculo de hoje, um balé, foi baseado na obra de Alexandre Dumas Filho, Dama das Camélias. Divididas em um prólogo e três atos, as três horas da apresentação não cansam; sobretudo encantam e fascinam, não apenas pelas coreografias (não entendo nada de dança, mas eu me encantei muito), mas também pelo cenário, pela narrativa da dança e pela música especialmente (Chopin). Ele - o espetáculo - foi dinâmico, colorido, ora divertido ora dramático sem cair no meloso. Ótimas apresentações dos principais bailarinos, no papel de Marguerite Gautier (Isabelle Ciaravola) e Armand Duval (Stéphane Bullion), durante os chamados pas de deux. O público, como não poderia deixar de ser, ovacionou. Acima, foto do terceiro ato.

E, por falar em dança, julho é o mês do Festival de Dança de Joinville. Não, não estou fazendo propaganda. Apenas me lembrei de que sempre fui a este festival, desde criança. Lá vi o Ballet Bolshoi algumas vezes; espetáculos de balé clássico, moderno e contemporâneo. Mas nada parecido com o que hoje presenciei por aqui, até porque - lá - trata-se de um festival.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Baianinha

Hoje Cris vai embora. Com nome de gente famosa, Cristiane Oliveira é minha amiga baiana da Maison. Ela vai com todas as promessas pendentes: de passear mais por Paris; de subir a Torre Eiffel à noite; de dar vinte voltas no Montsouris depois de comer muito carboidrato; de descobrir a vida noturna parisiense; de não ir todas as sextas-feiras no Fleurus, onde ouvíamos as mesmas músicas e víamos as mesmas pessoas; de procurar um bar que servisse cerveja gelada. Muitas coisas que planejamos e não fizemos. Inclusive dividir o quarto para diminuir as despesas, mas isso só é possível entre casais aqui. Enfim, ela vai e ficam o choro de despedida, a saudade, a amizade e a promessa de uma visita no Brasil. Tchau, bichinha, vou sentir sua falta.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Motorista serelepe

Hoje, na volta para casa, a cada parada o motorista do ônibus interagia com os passageiros:
"Senhoras e senhores, por favor, encaminhem-se para o corredor e facilitem a entrada de novos passageiros. Eu espero que todos estejam bem. Se vocês estão bem ou não, eu estou. Por favor, validem seus tickets. Quem não tiver, por favor, dirija-se até o caixa para adquiri-lo".
Ou: "Próxima parada, Choisy-Tolbiac. C-H-O-I-S-Y. Não confundam com o verbo "choisir" (escolher). A escolha é de vocês."
Ou ainda: "Parada Tolbiac-Boudricourt. Quem tiver que sair, saia para que os outros possam entrar. Obrigado".
Uma das mais engraçadas: "Este ônibus saiu da Biblioteca François Mitterrand e segue em direção até **. Sinto muito não poder oferecer uma bebida fresca para vocês; seria bom, mas eu não tive tempo de comprar. (Imitando voz de aeromoça) Senhor, uma bebida fresca?"
Último exemplo: "Parada Bobillot-Tolbiac. Ligação com a linha 57 com destino ** e também com a linha 67, com destino **. Acho que é isso."
E assim foi, durante os seis ou sete pontos que separam a BNF daqui de perto da Maison. Manifestação dos passageiros? Risos discretos. E eu? Quase chorando de tanto rir.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Imponência


Sim, de perto ela é imponente e linda. Por isso tantos turistas ficam parados na sua frente batendo milhões de fotos. Inclusive à noite - e talvez até mais do que durante o dia. Mas há razão de ser: durante a noite, a cada hora, a torre pisca durante os 10 primeiros minutos, parecendo uma enorme árvore de natal.
Neste mês de julho a torre está azul em razão do início da presidência francesa na União Européia. Há algumas fotos dela azul e, acima, o vídeo dela piscando.

Errata

Vendo no site da prefeitura de Paris sobre o 14 de julho e as comemorações que ocorrerão pela cidade, vi que não havia menção nenhuma ao Tour de France. Eis que fui confirmar no site da volta e percebi que a chegada será bem longe de Paris, ao contrário do que havia noticiado anteriormente. No lugar dos ciclistas, na Champs-Elysées haverá desfile militar. Foi mal: recebi a informação e passei-a sem confirmar sua veracidade.

domingo, 6 de julho de 2008

Arte moderna e contemporânea

Marcel Duchamp, autor da obra ao lado (Fonte), e outros tantos artistas modernos e contemporâneos têm suas obras expostas no Centre Pompidou. São muitos: dadaístas, surrealistas, cubistas, expressionistas, design moderno; enfim, uma infinidade de manifestações artísticas espalhadas pelos dois andares do centro dedicados ao museu nacional de arte moderna (outros andares são dedicados a uma imensa biblioteca pública, cinema, lojas e restaurantes). Lá também está exposto um dos meus preferidos: Joan Miró.

Do alto do Pompidou há, sobretudo, uma bela vista de Paris. Fotos no álbum.

Tour de France

Estamos em época de Tour de France. Dia 14 de julho, dia da Fête Nationale, os ciclistas fecham a volta aqui em Paris, na Champs-Elysées. Vendo na TV a cobertura do evento, foi impossível não lembrar da (ótima) animação de Sylvain Chomet, As Bicicletas de Belleville, com música de Benoît Charest. E foi por conta dessa curiosa ligação de idéias que cheguei a uma outra divertida animação de Sylvain Chomet, The old lady and the piegons, toda disponível no YouTube.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

O rapto de Prosérpina

Não sei por que hoje me lembrei desta escultura, de Bernini. O rapto de Prosérpina está exposto na Galleria Borghese, em Roma, e impressiona pelos muitos detalhes: na foto ao lado direito, por exemplo, é possível perceber as mãos do deus Plutão cravadas na coxa e na cintura de Prosérpina. Mas outros detalhes também são evidentes, como a lágrima que sai dos olhos da jovem no momento em que é raptada; o desespero com que tenta fungir, desvincular-se do deus com as mãos; a força que Plutão faz para carregá-la; os cabelos esvoaçantes de Prosérpina.
Apenas impressões de uma viagem que já passou, mas deixou saudades e vontade de voltar.



quinta-feira, 3 de julho de 2008

Os dois lados da moeda

Cotidiano da vida em Paris: pardon, bonjour, merci.

Ontem, quando saí da biblioteca, começou a cair uma chuva grossa. Andando velozmente, como fazemos quando somos pegos desprevenidos pela chuva, eis que me deparo com um rapaz que pergunta: "Quer um pouco do guarda-chuva?" Gentil, dividiu o guarda-chuva comigo até a esquina. Merci beaucoup.

Hoje: na volta para casa, vou pegar o ônibus. Um rapaz, falando ao celular, enlouquecido para pegar um lugar no ônibus que está prestes a ficar lotado, me atropela com muita força. Pardon.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Cidade luz

Paris é a cidade luz. Mas só há poucos dias a conheço em sua versão noturna.

Um jantar estava há muito prometido entre mim e Cris; fomos hoje perto do Jardim de Luxembourg, em um restaurante japonês. Em seguida, fomos andando até o Boulevard Saint Michel para poder apreciar o Sena à noite. Lindo, como já havia dito antes. No álbum, algumas fotos noturnas de Paris.