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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Para conhecer a Chapada

São várias as opções de passeios pela Chapada Diamantina a partir de Lençóis, cidade em que ficamos hospedados. As agências de turismo da cidade costumam oferecer passeios em grupos que variam de acordo com o preparo físico, o interesse e o tempo disponível. Para seguir com guia particular, eles acabam seguindo praticamente os mesmos roteiros, com leves alterações, por um preço um pouco mais caro, mas com mais liberdade. 

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Como foi nossa primeira vez na Chapada, o roteiro foi pensado a fim de dar conta de vários atrativos, com vários níveis de esforço físico, para os cinco dias em que lá ficaríamos. Optar por uma trilha longa (3 dias, no mínimo, pelo Vale do Pati ou pelo Vale do Capão) iria ocupar muito tempo. Além de ser uma opção bem cara. 

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Fizemos os passeios de um dia só, em grupos. Ou seja, a opção mais em conta que se pode fazer com guia. Dá para fazer vários passeios sem guia, mas é preciso ter carro e ter muita disposição para dirigir nas estradas que ligam os lugares (muitas vezes, de terra, ruim e longa). Como o Parque é realmente muito grande, as atrações são distantes. O passeio mais próximo foi este cujas fotos ilustram o blog abaixo, que inclui passeio ao longo da margem do Rio Mucugezinho, até chegar ao Poço do Diabo, lugar perfeito para nadar. 

Rio Mucugezinho
Poço do Diabo
Esse passeio é bem basicão, corrido, com muitos atrativos para um único dia. É, no entanto, o mais procurado, justamente pela diversidade de paisagens visitadas.  

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Depois do banho no poço, o passeio segue: seja para a Gruta da Lapa Doce, seja para o Morro do Pai Inácio (depende do tempo, se sol ou nublado). Quando o tempo está bem aberto, os guias levam os visitantes para apreciar o pôr-do-sol no Morro do Pai Inácio (que não vimos). 


Morro do Pai Inácio

Em cima do Morro do Pai Inácio

Apesar de render boas fotos, pelo azul das águas, a visitação à Gruta Azul e à Gruta da Pratinha são dispensáveis: o rio é sujo, recentemente teve suspeita de contaminação de esquistossomose, e é um lugar bastante muvucado. Quem for com guia particular, pode pular esse passeio, e o da Gruta da Lapa Doce, e visitar a Gruta da Torrinha, que -- dizem -- é a mais bonita de todas. 

Gruta Azul

Gruta da Pratinha

Gruta da Lapa Doce

sábado, 20 de julho de 2013

Lençóis

Assim como outras cidades da região, como Palmeiras, Andaraí e Mucugê, Lençóis é uma entrada para o Parque Nacional da Chapada Diamantina. É, dentre todas as opções, a cidade que possui a melhor infraestrutura (hotéis, restaurantes, agências etc.), embora não seja a maior de todas.

Diz a lenda que, em época de garimpagem na região, os trabalhadores estendiam seus acampamentos à beira do rio e os cobriam com lençóis. Para identificar onde estavam, diziam: lá nos lençóis. Assim ficou o nome da cidade.

Rio Lençóis e, à direita, o Mercado
Para chegar na cidade, é preciso percorrer, a partir de Salvador, mais de 400 km, levando de ônibus ingratas 7 horas na estrada. A cidadezinha tem o charme das cidades antigas: ruas estreitas, calçamento pé-de-moleque, casinhas coloridas e grudadas umas às outras. Parece uma mistura de Paraty com Ouro Preto. 

Rua dos Negos
A maioria dos restaurantes se concentra na Rua da Baderna e na Rua das Pedras. Na cidade, é possível encontrar comida para todos os tipos de gostos: desde comida regional baiana à comida mexicana, com restaurantes caseiros, aconchegantes e o sofisticado restaurante Azul, do Hotel Canto das Águas.  

Rua da Baderna e a oferta de restaurantes

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Entre rios e montanhas

Ir para a Chapada Diamantina e ficar pouco tempo não é uma boa ideia. Em dois dias não dá pra ver quase nada. Em três, você só irá cansar e não irá aproveitar. Em cinco dias, dá para ter uma noção. Mas o ideal é percorrer o Parque por dez dias. Explico: além de o parque ser enorme, a diversidade de passeios que é possível fazer preenche um mês inteiro de expedição. Além disso, alguns passeios são tão exigentes que no dia seguinte você quererá ficar deitado praticamente o dia inteiro (e com dor). Enfim, como sugestão dos guias, é sempre bom intercalar um passeio mais intenso com um leve (se encontrar tantos passeios tranquilos assim). 

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Em geral, as atrações da Chapada contemplam trekking pelos vales, cachoeiras e montanhas. E o esforço sempre vale a pena, acredite. A visão que se tem no final do caminho é sempre recompensadora. Afora isso, visitas a cidadezinhas que servem de base para pernoites, algumas cavernas e o próprio parque são um belo complemento ao cansativo itinerário que se queira fazer... não dá, portanto, para ficar "só uns dois dias". Você não irá conhecer a Chapada. 

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Abaixo, no caminho para o Morro do Pai Inácio (o passeio mais tradicional possível, saindo de Lençóis), os carros param no meio da estrada para a tradicional foto dos Três Irmãos. 

Três irmãos - Chapada Diamantina

E para subir o Morro do Pai Inácio, são apenas 20 ou 30 minutos de caminhada moderada. O carro para a alguns metros da guarita, onde começa a curta trilha. Não é preciso de guia, mas precisa de transporte até lá. Abaixo, também a tradicional foto do alto do Morro:  

Vista do alto do Morro do Pai Inácio
Em breve, algumas postagens sobre os passeios possíveis na Chapada Diamantina.

domingo, 7 de julho de 2013

Primeira etapa

Fitinhas no gradil da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim
Hoje finalizamos a primeira etapa da viagem: 4 dias em Salvador. Fizemos de tudo um pouco: compras no Mercado Modelo, o tradicional sobe-e-desce pelas ladeiras do Pelourinho, fitinha pendurada no gradil da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, experimentação de comida típica baiana, visita a vários museus dos mais diversos tipos etc. Enfim, um total reconhecimento da capital baiana, o preenchimento da lacuna cultural que me faltava. 

Agora, como próxima etapa, 6 dias na Chapada Diamantina, pouco tempo (mas o possível) para conhecer as inúmeras atrações do parque nacional. 

Elevador Lacerda e Baía de Todos os Santos

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Pelô

É possível conhecer Salvador de várias maneiras e em várias épocas do ano (o que pode determinar o que fazer na cidade). Mas, necessariamente, será preciso passar várias vezes pelo Pelourinho. A força cultural da cidade, e os principais atrativos turísticos, se concentram nessa região histórica. 

Placa indicando o Largo do Pelourinho
Seja para entrar nas lojinhas de artesanato, ou para visitar as inúmeras igrejas concentradas na região (a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim não fica ali), são necessários ao menos dois dias no Pelourinho. Só a Igreja de São Francisco, cuja abundância em ouro no seu ornamento é de tirar o fôlego, precisa de algumas horas de contemplação, tamanha é sua exuberância. Mas cuidado: há guias que ficam à espreita para "ajudar" os turistas e cobrar uma taxinha pelo seu serviço. Fomos içados por um deles, do qual foi impossível se desvencilhar, e a "taxinha" não era tão "inha"... Conhecer a Igreja sem guia não será uma perda, acreditem. 

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Há muitas outras coisas para conhecer entre o Pelourinho e a Cidade Baixa: a Sé, a Fundação Casa de Jorge Amado, o Museu da Cidade (dispensável), as intermináveis ladeiras do Pelô, o Solar do Ferrão, o Museu de Arte Sacra (fundamental e pouco visitado), o Mercado Modelo, o Elevador Lacerda... e ainda há tantos outros museus, outras igrejas, outras surpresas. Enfim, disponha de muita energia, boas pernas para o sobe-e-desce e, claro, jogo de cintura para se livrar dos inúmeros ambulantes que tentam vender fitinhas do Senhor do Bonfim. 

Fitas típicas de Salvador
Pegamos a cidade com os indícios da Festa de São João, com bandeirinhas distribuídas por todo o Centro Histórico. Isso deu um charme às fotos, mas também impossibilitou aquelas bastante tradicionais que todo mundo conhece do Pelourinho. Toda e qualquer foto, portanto, tem bandeirinha de Festa de São João. A seguir, algumas delas. 

Largo do Pelourinho. Ao fundo, a Fundação Casa de Jorge Amado




terça-feira, 2 de julho de 2013

Você já foi à Bahia?

Centro Histórico de Salvador (BA)
Foto de Fernando Dell'Acqua (CC-BY-10)

Você já foi à bahia, nega?
Não?
Então vá!
Quem vai ao bonfim, minha nega
Nunca mais quer voltar
Muita sorte teve
Muita sorte tem
Muita sorte terá


Você já foi à bahia, nega?
Não?
Então vá!
Lá tem vatapá!
Então vá!
Lá tem caruru
Então vá!
Lá tem munguzá
Então vá!
Se quiser sambar
Então vá!


Nas sacadas dos sobrados
Da velha são salvador
Há lembranças de donzelas
Do tempo do imperador
Tudo, tudo na bahia
Faz a gente querer bem
A bahia tem um jeito
Que nenhuma terra tem


(...)

[Vou ali ver o que essa terra tem e volto logo].

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Próximo destino

Da outra vez que programei essa viagem, há 3 anos, fui obrigada a cancelar por motivo de trabalho. Dessa vez, espero que nada me impeça. E a pergunta é sempre a mesma: "Você já foi à Bahia, nega? Não? Então vá". Pois é, no próximo dia 03, embarcamos para Salvador. 

O roteiro é simples, mas bastante promissor, dividido entre os 15 dias que ficaremos lá: Salvador, Lençóis (Chapada Diamantina) e Praia do Forte. Até a partida, no entanto, ainda faltam duas semanas de bastante trabalho!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cambará do Sul

Igreja de Cambará do Sul
Cambará do Sul é uma pequenina cidade ao norte do estado do Rio Grande do Sul, na divisa com Santa Catarina. A apenas 40 km de Praia Grande (SC), entre os dois estados é que estão os famosos cânions. Ela é, certamente, o principal pouso para quem deseja conhecer a região, conhecida como Campos de Cima da Serra. Longe, ainda, da infraestrutura de Gramado e Canela, e mesmo de São Francisco de Paula, cidade gaúcha mais próxima, Cambará conta com poucas pousadas e pouquíssimos restaurantes. Os que tem, abrem em períodos específicos para os turistas, porque o povo local não possui o hábito de jantar fora. Como chegamos na terça-feira na cidade, à noite foi um pouco complicado conseguir um lugar para comer. E, afinal, a melhor opção da cidade é realmente O Casarão, galeteria que oferece uma variedade boa de comida regional. 

A cidade, no entanto, tem potencial para crescer. Com hábitos que se aproximam do catarinense, em alguns momentos eu me senti muito em casa. Para ter mais informações sobre a cidade e a forma de visitar a região, o site cambaraonline dá boas dicas. 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Direto do Tibet

O Guia Quatro Rodas coloca o Templo Budista Chadgud Gonpa Khadro Ling como uma atração de Gramado (RS). Mas o local sagrado fica a 31 km de lá, na cidade de Três Coroas. O Khadro Ling talvez tenha sido a coisa mais inusitada que vi nessa viagem. E a experiência começa logo no caminho: são 7 km a partir da RS-115, em estrada morro acima. O templo fica no cume da montanha, de onde é possível ver todo o vale abaixo. É, sem dúvida, um lugar deslumbrante, de muita paz e contato com a natureza. Depois, na chegada, é preciso se identificar por interfone. E para começar a visitação, é fundamental ver o vídeo introdutório ao templo e ao budismo. 

Estátua de Buda com o vale logo atrás

O templo

Estupas


Gramado

Relógio e termômetro no centro de Gramado
Passamos o dia em Gramado, antes de voltar para Porto Alegre. Como a cidade fica no meio do caminho (com um breve desvio) entre Cambará e a capital gaúcha, aproveitamos o dia de hoje para conhecer a cidade que mais atrai turistas no Rio Grande do Sul. Ela tem mais glamour que Canela, especialmente pela quase reprodução dos hábitos e arquitetura europeus. Mas, confesso, ela me atraiu menos que a vizinha. Para quem gosta de compras, chocolate e lã, Gramado pode ser o paraíso. Eu, no entanto, achei a cidade bonita, muito organizada, mas extremamente turística. Talvez tenha sido o dia escolhido para visitá-la: bem no meio de um feriadão. Era uma multidão batendo fotos por todos os lados (inclusive eu, claro), um número enorme de carros e muitos, muitos restaurantes afoitos por turistas. 

Igreja São Pedro - Gramado - RS
Como de hábito, saí da rota turística e fui para os roteiros alternativos: Le Jardin, um lugar com plantação de lavanda, cuja produção fornece matéria-prima para os produtos artesanais. Além disso, aproveitamos também o itinerário em direção a Porto Alegre para visitar o Templo Budista de Três Coroas. Vale uma postagem à parte.