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quarta-feira, 14 de março de 2012

Olha no céu


Todo mundo fala da lua cheia. Eu gosto dessa daí, como ela estava ontem à noite, minguante e imponente.

terça-feira, 13 de março de 2012

Como num quadro do Monet

Terrasse de Dresden
Sim, fui totalmente capturada pelo trabalho e nem tive mais tempo de voltar aqui. E deixei muita coisa para trás, muita mesmo! Não vou me comprometer a contar mais coisas, porque sei que não vou cumprir. Mas de um lugar eu preciso falar: Dresden

Essa foi a cidade que realmente me arrebatou na Alemanha. Pequena, linda, chamada de "Florença da Alemanha" por sua relação com a arte. Mas o que me pegou de verdade, ali, foi o charme peculiar do centro histórico, todo reconstruído depois da guerra. Mesmo com esse ar "fake", aquele barroco da arquitetura chama a atenção. Foi ali que eu disse: aqui eu quero ficar. 

O toque especial da nossa estadia lá: na manhã seguinte à nossa chegada, fomos andar pela cidade e passamos pela terrasse (foto acima). Nevava fino, muito fino, ao mesmo tempo em que raios de sol se esforçavam para aparecer. Se olhássemos a neve contra o sol, pareciam pequenos cristais voando... De longe, as árvores ficaram embranquecidas pela neve que caía, o chão todo branquinho, as pessoas andando por ali, vestidas de preto, muitos casais de braços dados, tudo isso me deu a perfeita sensação de estar dentro de um quadro do Monet.  

segunda-feira, 5 de março de 2012

Pausa

Uma pequena pausa para trabalho. Mas as histórias ainda não acabaram... logo tem mais.

*

Amanhã começam minhas aulas na Unicamp. Na outra semana, na USP. Tenso.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Feldberg

Estação de ski de Feldberg
Feldbeg é a maior montanha do estado Baden-Württemberg, com 1493 metros. No coração da Floresta Negra (Schwarzwald), é um reduto para a prática de esportes de inverno. A ideia era entrar na Floresta e vê-la bem de pertinho, saber como é. Não queríamos, nem tínhamos a mínima pretensão, de chegar numa estação de ski. Para saber como chegar lá, foi um sufoco: pergunta no posto de informações turísticas, vasculha o guia da Alemanha que comprei. Por fim, procurei, também sem muito sucesso, em sites: nesteneste

A lógica alemã é semelhante à portuguesa (e, cheguei à conclusão, é praticamente uma lógica europeia). Sabe piada de português? Pois o pensamento é parecido na Alemanha: como faço para chegar lá? Pega o trem. Ok, mas qual? E depois? O que você sugere? Não... a nossa forma de dar informação não funciona por lá. Pois bem, por isso foi realmente complicado conseguir informações de como chegar na Floresta Negra. 

De Freiburg pegamos um trem para Titisee. Chegando em Titisee, e agora? Onde há um posto de informações? Do nada, vi um ônibus com a inscrição: Feldberg. É esse, va'mbora. De início, problemas com o motorista: ele não compreendia inglês, não falava um ai em inglês, e não sabíamos como pagar a passagem. Por fim, já sem paciência, depois de muitos resmungos, ele manda entrar. Tudo bem, fazer o quê?

O ônibus vai subindo, subindo, subindo... não para mais. Quando chegamos: Feldberg, uma estação de ski! Não, não foi dessa vez que nos arriscamos a tanto. Além de ficarmos constrangidos pelo profissionalismo de quem estava lá, o custo era muito, muito alto. Se quiser realmente esquiar, dedique pelo menos dois dias para isso e muito dinheiro. Eliminando essa opção, nos restou caminhar entre as árvores brancas, repletas de neve, da Floresta Negra. 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Berlim

Bradenburger Tor
Ficamos em Berlim 5 noites. Conseguimos, nesses dias, andar por Mitte, o centro da cidade. No entanto, pouco vimos dos bairros e pontos menos centrais além do Tiergarten. Não que não valha a pena. Para conhecer bem Berlim, talvez fosse necessário ficar lá ao menos uma semana, andar pelos bairros e conhecê-los mais de perto, além de poder desfrutar melhor o centro da cidade. 

Na ilha dos museus, são tantas as opções que fica difícil escolher. No escuro, optamos pelo Altes Nationalgalerie, de arte dos séculos XVII a XIX. Mas havia outras ótimas opções ali pertinho. E, se tiver tempo, há a opção de pagar pelo passe dos museus, que vale três dias. 

Tiramos um dia para visitar Potsdam, na região metropolitana de Berlim, e o castelo de Sans Souci (residência de inverno de Frederico, último rei da Prússia). O parque é lindo. Reconheço, assim como o Tiergarten, que na primavera e verão aquilo deve ser realmente maravilhoso. Mas no inverno há um toque muito especial com a neve cobrindo os caminhos e seus lagos e rios todos congelados. 

Imagino que visitar a cidade no verão seja outra coisa, totalmente diferente do que vimos no inverno. Outros tons, outra movimentação, outra energia. O inverno, no entanto, oferece uma sensação muito especial, com a qual realmente não estamos acostumados. Poder caminhar sobre um rio congelado ou ver as ruas todas branquinhas de neve é sempre muito bonito. 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O taxista de Dresden

Depois da história do voo para Berlim, não queríamos mais correr riscos, mesmo que a cidade fosse bem menor, como Dresden. O trem saía antes das 8h da manhã. Resolvemos, depois de averiguar que não sairia muito caro, pegar um táxi até a estação central de trem (Hauptbahnhof). Entramos no carro e...
- The main station, please. 
- ? 
- The main station.
(Resmungos incompreensíveis e gestos bravos do taxista).
Um detalhe importante aqui: no transporte público, em todos, o termo "Main station" é repetido inúmeras vezes.
Tiro o mapa da cidade da bolsa e aponto o lugar.
- Hauptbahnhof!
- Ja. 
Seguimos até lá. Eram cerca de 7h30. Ao chegar lá, entrego uma nota de 50 euros. Novos resmungos daquele taxista, um alemão realmente muito, muito bravo. Pela pragmática, compreendi que ele não tinha troco.  O taxista continua a resmungar. Alexandre sai correndo do táxi para trocar aquela nota e o senhor, então, coloca o taxímetro para correr... Quando pagamos, foram 40 centavos a mais pela espera. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cervejas



Em cada região, uma marca diferente. Eram muitas... difícil escolher. Difícil não provar. Small or big, não importa. 

Seção comida



As imagens falam por si só. Para ampliá-las, basta clicar sobre a imagem. São as delícias culinárias da Alemanha. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O jantar no Beaubourg

Como disse, logo no primeiro dia saímos para jantar perto do Beaubourg (como também é chamado o Centre Georges Pompidou -- e é o nome do bairro). Quase nunca saía para jantar fora em Paris quando fiquei lá. Mas sempre que saí comi muito bem. Dessa vez foi diferente, muito diferente de qualquer jantar. Comi, comemos, muito bem. Estávamos ali com Elis, assídua frequentadora daquele pequeno restaurante na Passage Molière. Para começar, o proprietário veio nos oferecer o vinho. Como não sabíamos ao certo o que escolher, ele colocou sobre a mesa três garrafas de vinhos de diferentes regiões, aromas e sabores. Provamos todos e a escolha foi unânime: um Rioja, Navajas, espanhol. Diria que era um vinho fantástico, que casou perfeitamente com a deliciosa comida servida. Para matar a saudade, pedi um prato com pato. E, como que para brindar aquele momento, pela janela podíamos ver os primeiros flocos de neve caindo. Era como se a cidade me dissesse, então, que ela me recebia de braços abertos, com o melhor que podia oferecer para mim. Foi, assim, um reencontro memorável. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Curiosidades de Berlim

Dois causos corriqueiros que passamos em Berlim.

Andando pela ilha dos museus, no coração de Berlim, vem uma cigana e começa a pedir dinheiro para nós, em inglês. Logo atrás, um casal alemão que, vendo aquilo, começa a gritar com ela: "Saia daqui! Você quer que eu chame a polícia?". O homem saca o celular e finge (ou não) ligar para a polícia. A cigana sai correndo para muito longe dali. A dúvida pairou no ar: é proibido pedir dinheiro ou os ciganos são ilegais?

Num restaurante, pagamos a conta em dinheiro (na Alemanha, são poucos os lugares que aceitam cartão). O garçom, até então gentilíssimo, vê que o dinheiro está certo. Com cara de desapontamento, ele mostra na comanda: "The tip is not included". Dar gorjeta não é obrigatório, mas é de bom tom deixar algumas moedas para o garçom. Eu tinha me esquecido disso...