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sexta-feira, 14 de março de 2014

Seleção

Eis uma pequena seleção das cervejas provadas. Em cada país, uma experiência diferente:






segunda-feira, 10 de março de 2014

Para se apaixonar

Relógio Astronômico, Cidade Velha
Praga é, certamente, dentre as três cidades visitadas da Europa Central, a que tem mais apelo turístico. Não à toa. A cidade é realmente linda, com prédios históricos por todos os cantos, pontes – especialmente a Ponte Carlos – que chamam a atenção de longe, parques amplos e altos, castelos, igrejas, lojinhas de souvenirs, ruas exclusivas para pedestres etc. Uma infinidade de coisas para descobrir a pé, e mais tantas outras a algumas estações de bonde.

Não é preciso se intimidar com o tcheco, língua bem estranha aos nossos ouvidos, acostumados que estamos às línguas latinas. Se não há nenhuma tradução em inglês nas placas ou nos restaurantes, os habitantes da cidade vão se esforçar para explicar o que for preciso, em inglês bem melhor do que a média dos brasileiros. Se porventura algum tcheco em algum lugar não falar inglês, ainda assim não se preocupe: eles são simpáticos o suficiente para se comunicar por meio de gestos. 




Malá Strana e o Castelo de Praga vistos da Ponte Carlos

Cheguei a Praga numa tarde e, no primeiro passeio pela cidade, já fui me apaixonando por ela. Inevitável. Os primeiros passos pela Cidade Velha já me mostraram que aquelas ruazinhas tortuosas, aqueles prédios antigos, aquelas pontes todas seriam inesquecíveis. Para completar, Praga ainda me reservou uma bela surpresa: neve. Até então, o frio havia sido moderado. Lá, fez um frio daqueles (-12ºC) e, num dia, caiu uma pequena nevasca em toda a manhã, deixando as ruas macias pela neve fofa, aqueles montinhos brancos gostosos de pegar na mão e a paisagem linda para muitas fotos.

Multidão de turistas na Ponte Carlos

Praga merece muito tempo para ser descoberta. Se tiver como ficar um mês, fique um mês. Se estiver com viagem marcada para outros lugares, reserve ao menos 5 dias, como eu fiquei, para o basicão na cidade. Se for no verão, passeios fora da cidade são bem vindos, mas no inverno basta a capital tcheca. Suba o Monte Petrín, vá ao Josefov (bairro judeu), perca-se nas ruas da Cidade Velha (Staré Mesto), da Cidade Nova (Nové Mesto) e da Cidade Pequena (Malá Strana).

Charmosos prédios da Cidade Velha

Nos restaurantes, aprecie uma cerveja excelente, provavelmente feita por eles mesmos, e se delicie com a cozinha regional (saborosa, mas bem pesada). Não deixe de provar o goulash, o melhor dentre as três cidades. Enfim, há muito a ser aproveitado na capital da República Tcheca.  

Praga vista da Torre do Relógio

sábado, 8 de março de 2014

Dicas práticas sobre Viena

Chegar em Viena é muito fácil. Apesar de não ter voos diretos do Brasil para a capital austríaca, há muitos voos saindo de outras capitais europeias. Como fui pela (quase falida) Alitalia, a conexão foi em Roma Fiumicino. 

Ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Viena, basta seguir o fluxo até a estação de trem, onde é possível pegar dois tipos de trem para o centro da cidade: o mais barato, o S-Bahn (linha S7), custa 4,20 euros (foi minha opção). Até a estação Wien Mitte, ele demora cerca de 25 minutos, em um trem muito tranquilo. A outra forma, com transporte público, de chegar ao centro é pelo CAT, City Airport Train, que custa 12 euros e vai até a mesma Wien Mitte, só que em apenas 16 minutos. A diferença entre os dois trens, além da cor, é o tempo de viagem. Na saída do aeroporto há inúmeras máquinas que vendem este bilhete (quase uma pegadinha, porque o turista chega desavisado e compra o primeiro bilhete que vê pela frente, mais caro). Já o bilhete do S-Bahn, é possível comprá-lo nas máquinas da ÖBB, pouco antes de descer para a plataforma. 

Estação de trem do Aeroporto de Viena

Como o tipo de viagem que faço é sempre econômica, optando por transportes públicos e hotéis ou apartamentos econômicos, nem pensei duas vezes. Deixei os 7,80 de diferença para gastar em outra coisa. Para conhecer outras opções de ligação entre o aeroporto e o centro de Viena, o site do aeroporto é uma ótima fonte de informação. 

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Nas minhas últimas viagens, tenho optado por ficar em apartamentos ao invés de pagar por quartos de hotéis ou albergue. Os motivos são claros: eles são mais amplos, em geral são mais baratos, têm uma cozinha -- que facilita muito a vida, já que nem sempre estamos dispostos a sair à procura de um restaurante depois de um dia inteiro de andanças, e eu tenho muito mais liberdade. Isso, sem contar o fato de que, ao ir a um supermercado abastecer a geladeira, eu entro num ritmo de vida de habitante, o que é complementado pelo fato de que as minhas escolhas são, em geral, em bairros residenciais. 

Como alugar apartamentos agora é moda, alguns sites são especialistas nisso. O Airbnb tem opções em muitos lugares. Em Buenos Aires, o ByTArgentina é uma excelente opção para encontrar um ótimo apartamento.  E o próprio Booking agora também é um intermediário entre apartamentos e hóspedes. Enfim, não custa nada pesquisar na internet para encontrar boas opções, para todos os bolsos. Em Viena, ficamos no Belvedere Appartements, muito próximo ao Palácio Belvedere. De lá para o centro da cidade eram 5 minutos de bonde elétrico, e essa locomoção foi muito facilitada pelo Vienna Card, que nos deu transporte gratuito por 72 horas. É sempre bom frisar: é fundamental validar o ticket do transporte, porque há muitos fiscais por lá. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Do Império à atualidade

Fazer turismo em Viena significa andar pela cidade e descobri-la. Não, na capital austríaca não há uma ponte ou uma torre famosa. Sem uma tour ou uma bridge qualquer, todas as atenções se voltam para a Stephansdom, Catedral de Santo Estêvão, igreja bastante singular pelo telhado colorido.

Interior da Stephansdom


Stephansdom
A despeito disso, Viena encanta por muitos motivos: pela elegância e pelo requinte, pela grandiosidade, pelo estilo neoclássico, pela vida cultural, pela organização e pela limpeza. Eu a defini como uma mistura de Paris com Berlim: a beleza dos prédios de Paris com a organização e perfeição de Berlim. Pronto, aí está uma síntese da capital da Áustria. Por isso, ao desembarcar em Viena, não se preocupe em achar pontos turísticos imperdíveis: a cidade em si é o principal ponto turístico.


Viena foi a capital do Império Austro-Húngaro, domínio dos Habsburgos. Ainda hoje a cidade vive das lembranças do império e de seus príncipes Franz Joseph I e Elizabeth da Baviera, ou Isabel da Áustria, mais conhecida como Sissi, cujo domínio atingiu Praga e Budapeste (exatamente, o trio de ouro da Europa Central). A admiração pelos últimos imperadores dos Habsburgos aumentou ainda mais com a morte trágica da princesa Sissi, assassinada na Suíça por um anarquista italiano aos 60 anos, em 1898. Sissi virou motivo de filmes hollywoodianos e hoje é inspiração para toda a Áustria.


Mumok - Museu de Arte Contemporânea de Viena - MuseumsQuartier

Museu de História Natural, na Praça Maria Teresa

Para um turista de primeira viagem (como eu), e para quem quer conhecer um pouco mais da história daquela que se auto-intitula Paris da Europa Central, alguns lugares chamam mais atenção.

Palácio de Hofburg

Palácio Belvedere

Se quiser seguir um roteiro clássico, comece pela Stephansdom, partindo dali para qualquer canto da cidade: passando pelo Palácio Hofburg e indo até o MuseumsQuartier (são vários museus; escolha os que prefere), ou indo na direção do Palácio Belvedere, onde está O beijo, do Klimt (e tantas outras obras lindas), com parada pela Staastoper (Ópera de Viena). Um pouco mais longe, mas nem tanto, fica o Palácio Schönbrunn, uma espécie de Versailles de Viena, reconhecido pelos belos jardins -- também a exemplo da versão francesa. 

Palácio Schönbrunn
  
Em tempo: Viena é uma cidade excelente para viajar em qualquer época do ano. O inverno não é extremo, como na Alemanha, por exemplo, e dá para circular com facilidade por todos os seus pontos turísticos e culturais. A vantagem das outras estações é, como sempre, a possibilidade de ver todos aqueles parques lindos completamente floridos e verdejantes. Como Viena não tem apelo turístico, ela não é abarrotada de turistas, que ainda precisam descobri-la.

É possível fazer uma boa refeição por 20 euros por pessoa, incluindo prato, bebida e café. No entanto, Viena não é uma das cidades mais baratas. Vê-se isso pelas entradas aos museus, sempre na faixa dos 10 euros por pessoa. O Vienna Card ajuda muito, porque dá transporte gratuito por 72 horas e desconto em vários lugares por 19,90 euros. Mas tem algumas pegadinhas, é preciso ficar esperto. 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Introdução - Budapeste

Menos perfeita que Viena, e menos fotogênica que Praga, Budapeste no entanto não deixa nada a desejar para o turista. Desde experiências gastronômicas, ou banhos diversos nas várias termas da cidade, é possível descobrir a cidade sob várias perspectivas. Come-se bem, dorme-se bem e, melhor, paga-se pouco. É, ainda, um destino barato e uma excelente opção para conhecer esse trio de ouro da Europa Central. 

Parlamento Húngaro
O Parlamento Húngaro é, sem dúvida, o principal cartão-postal da cidade. Assim como a Catedral de Santo Estêvão, sua cúpula pode ser vista de vários pontos da cidade, especialmente do Bastião dos Pescadores, ponto alto de Buda, lado oposto de Peste. 

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Buda e Peste eram duas cidades, separadas pelo Danúbio, que, unificadas, formaram Budapeste, linda capital da Hungria. Com a unificação, várias pontes foram construídas para a travessia do rio. A Ponte Elizabeth (em homenagem à rainha do Império austro-húngaro, mais conhecida como Sissi) é a principal, que forma em linha reta um contínuo entre o Castelo de Buda, a ponte e a Catedral de Santo Estêvão. Além dela, outras tantas são famosas, como a da foto abaixo, a Ponte Liberdade:


Ponte Liberdade
E se o Danúbio não é azul (não, ele é verde), passear de barco pelo famoso rio (imortalizado pela valsa de Strauss) é ainda um dos principais atrativos no verão. Quem quiser, pode fazer o charmoso passeio de Budapeste a Viena de barco, em 5 horas, pelo rio. No verão, bem dito. Como estivemos lá no inverno, não nos arriscamos a ficar trancados dentro de uma cabine de barco, já que as temperaturas negativas desafiam qualquer um a colocar o rostinho pra fora.

Rio Danúbio -- vista do Monte Gellért

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Introdução - Praga

Praga é apaixonante. Primeira vez em que estive na cidade, confesso que fiquei aturdida diante de tantos prédios e monumentos lindos de tirar o fôlego. A cidade é apinhada de turistas? Sim. Isso tira o encanto da cidade? Vai depender de você. 

Staré Mesto vista de Malá Strana -- Ponte Carlos
Em apenas quatro dias andamos por muitos cantos da cidade. E Praga convida o turista a andar a pé por suas "cidades" (Cidade Velha, Cidade Nova e Cidade Pequena). Assim como em Viena o ponto principal de atração é a Catedral de Santo Estêvão, em Praga os turistas vão ávidos procurar por duas atrações: o relógio astronômico, na Praça da Cidade Velha, e a Ponte Carlos, que liga as Cidades Velha (Staré Mesto) e Pequena (Malá Strana). 

Staré Mesto e Ponte Carlos
Além desses principais pontos, os mais visitados, Praga oferece ainda muitas outras coisas muito bonitas. E se a principal atração é realmente andar pela cidade, prepare os pés, as pernas e deixe-se perder pelas ruazinhas imbrincadas. No meio do caminho, certamente, você vai se surpreender. Mais sobre Praga, depois. 

Malá Strana (Cidade Pequena)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Introdução - Viena

Antes de escrever qualquer coisa definitiva sobre a viagem (já que ainda estamos no meio dela), prefiro apenas apresentar algumas imagens da capital austríaca, Viena. Fizemos passeios tradicionais pela cidade, em busca do que há de essencial. 

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Apesar de termos andado muito, em todos os quatro dias que ficamos por lá, e depois de um estresse por causa da bagagem perdida, eu acho que acabei subestimando Viena. Talvez fossem necessários ao menos sete dias inteiros para aproveitar bem o que ela pode oferecer. Ou voltar lá, em outras estações do ano.

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Abaixo, algumas imagens:

Gárgulas na Catedral de Santo Estêvão

Viena vista da torre sul da Catedral de Santo Estêvão

Detalhe do telhado da Catedral de Santo Estêvão
Sim, a Catedral de Santo Estêvão, a Stephansdom, é o principal ponto de referência turística da cidade. É dali que partem os tradicionais passeios de carruagem, rememorando o Império Hobsburgo. Depois escrevo mais sobre isso tudo, Viena, os passeios, a viagem. 

sábado, 21 de dezembro de 2013

Preparativos de viagem


Os preparativos de uma próxima viagem não são fáceis. Comprar as passagens é o menor detalhe: depois é preciso juntar todo o dinheiro, comprar a moeda estrangeira, verificar temperatura média, arrumar mala, estudar destino, reservar hospedagem, verificar validade do passaporte, planejar os roteiros... Se o lugar não exige visto, melhor (apenas quando fui passar um ano em Paris que precisei ir a um consulado pedir visto -- e não foi nada fácil). 

Confesso que a um mês de embarcar para a Europa Central, o frio na barriga está surgindo sempre que pego algo pra ler. Se tudo for conforme previsto, serão três destinos, três países, três línguas, três moedas diferentes.  

O roteiro inicial é Viena - Praga - Budapeste. Já estão comprados os bilhetes de trem: Viena para Praga (comprados pelo site da ÖBB); Praga para Budapeste (compras pelo site da CD, companhia Tcheca de trens). Pode ser que surja algum outro lugar para um bate-volta, mas só as três capitais já ocupam todo o tempo da viagem, ao todo 15 dias. Queremos aproveitar bem o que cada cidade oferece, incluindo uma ópera na Wiener Staatsoper -- cujos bilhetes para Tosca já foram reservados.

Hoje encontrei este site bacana, com visitas virtuais a alguns lugares de Praga. Este site sobre Viena também oferece várias informações. Continuo minha saga, estudar meus destinos com revistas, guias, sites, blogs etc. E continuo com os dedos cruzados para não dar nenhum zebra no próximo mês. 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Paraty

Depois de alguns anos, retornar a Paraty é uma ótima experiência. A cidade, sempre linda, une o verde do mar e verde da montanha, e no meio disso ficam as casinhas brancas com janelas coloridas. Ela continua linda, e confesso que dessa vez estive lá (num dia de bastante chuva) basicamente para fotografá-la.  

A região é diversa para o turista: desde passeios em alambiques, cachoeiras, passando pela concentração histórica da cidade e, principalmente, as inúmeras (e lindas) praias. O ideal é ficar pelo menos uma semana, tempo que possibilita ter uma boa dimensão da diversidade do local. Mas Paraty é uma cidade cara. Lembro que, na primeira em que estive lá, fiquei assustada porque os preços eram em dólar. Dessa vez, não é mais a moeda estrangeira que determina as etiquetas das mercadorias, mas existe um tom hippie-chique na cidade, começando pelas pousadas, que a encarece. 

O centro histórico exige cuidado no caminhar, com suas ruas de pedras irregulares. A cidade do entorno parece que teve melhoras na sua estrutura, mas fiquei pouco tempo para conferir isso mais a fundo. De todo modo, Paraty é uma das cidades mais fotogênicas. 

Tradicional foto de Paraty vista do cais



restaurantes em Paraty 

Lamparinas

Praias

Verão é tempo de praia. Praia bonita, de preferência, sem lotação. O litoral norte de São Paulo, especialmente Ubatuba, é privilegiado quanto à beleza das praias. São, ao todo, 102 praias espalhadas pelo município. Muitas delas são bastante concorridas, e chegam a ficar muvucadas. 

Para chegar às praias mais bonitas, algumas praticamente intocadas e quase selvagens, é preciso enfrentar alguns percalços. Dependendo da disposição do viajante, os percalços podem ser mais ou menos difíceis. Em algumas praias, isso significa apenas passar de carro por uma estradinha de barro. Em outros casos, é preciso encarar uma trilha, que pode ser fácil ou densa. Vamos a duas opções de praias lindas e com acesso restrito.

Bonete:

Tudo bem, nem tão restrito é o acesso a ela. Dá pra ir de barco a partir da Lagoinha, parte sul de Ubatuba. A trilha, no entanto, não é difícil: quase plana, ela sai do canto esquerdo da Lagoinha e dura, aproximadamente, 40 minutos, passando por algumas praias menores e casas construídas em meio à natureza. Ao final da trilha, está Bonetinho, ou Bonete (segundo o Guia 4 Rodas). Dali, são mais 10 minutos até Grande Bonete. A primeira, menor, é mais bonita e mais tranquila para o banho. Mas é da trilha para a segunda que é possível ter essa visão panorâmica da praia: 

Bonetinho - em Ubatuba (SP)
Na praia há um pequeno quiosque, onde os veranistas se deixam ficar. Na Grande Bonete há várias casas de temporada, algumas realmente lindas. O canto direito da praia é mais bravo, com ondas fortes; o outro, esquerdo, é tranquilo e dá para fazer um mergulho livre, se a água não estiver tão fria quanto estava quando fomos.

Bonetinho - em Ubatuba (SP)
Praia do Cedro:

Há duas praias com este nome. Uma fica na região central de Ubatuba, que não fomos. A outra, esta que aparece nas fotos, também fica na parte sul, na mesma península em que estão Bonete e Bonetinho. Aliás, para os muito aventureiros, dá para fazer o roteiro pedestre da região, visitando sete praias: Lagoinha, Bonetinho, Bonete, do Cedro, Fortaleza, Vermelha do Sul e Dura. 

Como gostamos de entrar na água e aproveitar a praia, não é o nosso caso encarar as trilhas que passam por todas as praias. Se um dia fizemos a trilha de Lagoinha a Bonete, no outro fizemos o roteiro contrário: da Praia da Fortaleza até a Praia do Cedro. Em tese, a trilha dura 40 minutos. Pode ser, num dia que não tenha chovido e que a trilha esteja seca. Fomos após um dia e uma noite chuvosos, o que deixou a trilha (estreita) bastante escorregadia. 

Na praia da Fortaleza pedimos informação a dois velhinhos: quanto tempo dura? Um deles disse: meia hora. Belo otimismo. O homem, nato otimista, guarda justamente essas informações. Já no início da trilha, no entanto, as coisas não pareceriam tão fáceis assim. Encontramos um homem com duas crianças: estamos na trilha certa? Sim. É difícil? Não, é tranquilo. Ok, nova injeção de ânimo e de otimismo. Lá vamos.

Passam-se 30 minutos. Nada de praia. Apenas mato, mato, mato, e uma trilha cada vez mais escorregadia. Estamos no topo da montanha. Quero voltar, cansei. Enfim, mais adiante, encontramos algumas mulheres (com uma criança) voltando da trilha. Falta muito? Ah, falta... e é bem difícil. Puxa, vida. Mas vale a pena continuar, a praia é linda. Lá vamos nós.

Os pés cheios de barro, as pernas cansadas, a trilha fechada e uma leve ameaça de chuva. Depois de uma hora de caminhada, chegamos na Praia do Cedro. O que penso? Valeu cada minuto, cada escorregada na lama: 

Praia do Cedro - Ubatuba (SP)
O mar nesse dia estava um pouco agitado, mas era delicioso. A praia é realmente fantástica, linda. E o sol colaborou: assim que chegamos, ele apareceu majestoso. No tempo em que ficamos por lá, ele ficou conosco. Estávamos sozinhos naquele lugar intocado, selvagem, com um mar verde e azul, natureza intacta.  

A volta foi bem mais tranquila: já prevenidos, não vimos dificuldade na trilha, que durou exatamente uma hora. Na chegada havia uma praia para refrescar. 

Praia do Cedro - Ubatuba (SP)